Com o
grande aumento da migração do trabalho nas empresas para o home office, muitas
percepções e regras de conduta precisaram ser aprendidas e aperfeiçoadas em
pouquíssimo tempo. Porem também surgiu um conflito a ser resolvido no
relacionamento entre empregador e empregado, a antiga preocupação em saber se o
funcionário está realmente cumprindo seus deveres e horários. Diante dessa
preocupação surge no meio digital um aumento alarmante de procura por softwares
que monitoram os meios eletrônicos dos funcionários.
Segundo a reportagem da revista VC/AS edição de janeiro deste ano, com a pandemia do
Covid-19 só o sistema de monitoramento de uma única empresa teve um aumento de
2.000% nas vendas de licença.
O
problema é que não existe uma lei especifica para esse tipo de monitoramento,
deixando o funcionário sem saber até onde a empresa pode ir com a fiscalização
criando assim uma condição de trabalho de extrema pressão e estresse. Segundo
artigo da advogada Erica Veríssimo Martins, publicado no site Jusbrasil.com.br,
“Os limites desse monitoramento que devem se dar em compatibilidade com a
possibilidade de fiscalização e a não invasão da intimidade do empregado, se
dão por uma linha tênue e, consequentemente, se esbarram contra os limites do
poder de direção”.
REFERENCIA
https://ericaverissimoadv.jusbrasil.com.br/artigos/112298373/monitoramento-de-meios-eletronicos-no-ambiente-de-trabalho-e-suas-consequencias-juridicas
https://vocesa.abril.com.br/